As fakes news, ou notícias falsas pra nós aqui, tupiniquins, é coisa antiga. Na história inúmeros são os relatos de disseminação de informação falsa. A primeira delas de que se tem notícia foi sobre o suicídio do general romano Marco Antônio no séc. 30 a.C. Derrotado por Augusto, fundador do Império Romano, Antônio foge para o Egito e lá recebe a notícia que Cleópatra, seu grande amor, havia se suicidado. Assim, não pestanejou e cravou no peito a própria espada! Porém, antes do derradeiro suspiro, soube que era mentira a morte da amada, e foi carregado ao seu encontro quando ela, vendo a agonia do amante, decide se juntar a ele naquele que é o mal irremediável...
Na história recente, é impossível falar de fake News sem que isso nos leve aos escândalos envolvendo política mundo afora. O mais importante desses escândalos, talvez por ter sido o responsável por cunhar o termo tal qual conhecemos hoje, diz respeito a Donald Trump e sua controversa vitória nas eleições estadunidense em 2016, que não cabe aqui maiores detalhes desse esquema sórdido, já que jornais e internet já têm conteúdo o suficiente pra deixar você bastante indignado por muito tempo. Afinal, tivemos nós aqui em terra brasilis grande dose desse veneno em 2018, quando fomos vítimas da mesma articulação maquiavélica que serviu tanto pra ascender o fascista de lá quanto o genocida daqui.
Enfim, os exemplos vão ao infinito quando se trata de disseminar notícias falsas para obter qualquer tipo de vantagem, seja ela política, econômica ou social. Curioso observar é que no mundo da tecnologia, com destaque mais recente no campo da informática, dos softwares e hardwares, existe um termo específico pra essa prática. Trata-se do FUD, acrônimo para Fear, Uncertainty and Deception, ou Medo, Incerteza e Dúvida na língua de Camões.
O FUD foi amplamente utilizado por duas personalidades estadunidenses. A primeira, final do séc. XIX, Thomas Edison e a famosa eletrocussão de um elefante lançando mão de corrente alternada, de modo a estimular o medo pelo uso desta tecnologia e a promover a sua própria, a corrente contínua. Na prática, a corrente alternada do sr. Tesla se mostrou nos mesmos níveis de perigo que a contínua quando da tentativa frustrada de executar um preso condenado numa das inúmeras invenções do sr. Edison, a cadeira elétrica.
Segunda, a Microsoft de Bill Gates e o seu fraco por provocar descrédito na concorrência por meio de práticas pouco ortodoxas. Alegações do tipo "os softwares livres são inseguros pois qualquer um pode olhar o código e procurar por brechas de segurança" e "como alguma empresa poderia investir e ganhar dinheiro com software gratuito?" são exemplos de como o sr. Gates fomentava seus produtos em detrimento de ferramentas livres baseadas em Linux. Apesar dos esforços contrários, sabe-se que softwares livres são tão seguros quanto os softwares proprietários.
Independentemente da modalidade, o ideal é prevenir-se desse tipo de prática. Seja na hora de adquirir um produto, baixar um software ou voltar nas próximas eleições. Ou até mesmo na hora de tirar a própria vida pra seguir a pessoa amada! Fica a dica! Verifique sempre!
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