Eu não ia escrever sobre a patacoada que foi a partida entre Cruzeiro e Atlético, pela final do Campeonato Mineiro, há uma semana. Aquilo foi um vexame em todos os aspectos. E não digo isso pela derrota do Galo, meu time do coração. Pro meu azar, assisti na TV o “jogo” de cabo a rabo. Bom, pelo menos, a companhia e o churrasco estavam maravilhosos. Mas a crônica do Ruy Castro, Pastelão no gramado, publicada na Folha de SP hoje cedo, me encorajou a escrever nem que fosse algumas linhas sobre esse pesadelo futebolístico.
Um trecho do texto do Ruy:
“Hoje, cada jogo é um pastelão. Um contato entre um dedo mindinho e o plexo do adversário faz com que este leve a mão ao rosto como se lhe tivessem quebrado os dentes ou furado o olho. Ato contínuo, desaba, quase moribundo, dando murros no gramado, enquanto o juiz aplica o cartão no suposto agressor. Isto feito, o agredido se levanta e sai assobiando no azul. O campeão mundial da categoria é Neymar.”
Esse foi um belo resumo do clássico de domingo, acrescentado de um quebra-pau generalizado no final. O senhor Matheus Candançan, árbitro, permitiu durante todo o jogo esse pastelão no gramado do estádio Mineirão, conivente com toda falta de respeito durante a partida, sendo responsável direto pela violência pós-jogo. Nada fez enquanto podia, e no final, quis se redimir, justificando as 21 expulsões devido aos socos e pontapés entre “os atletas”. Lamentável.
Não é de hoje que arbitragem é motivo de polêmica no futebol mineiro. Um time se acha mais prejudicado que o outro, e acabam importando árbitros de outro estado, na tentativa de serem mais imparciais. E esse sujeito, vindo de São Paulo, foi tão imparcial, que a cumplicidade com a violência foi a mesma para com os dois times a partida inteira. Tudo isso ainda ofuscou a festa das duas torcidas presentes. Vê-las, cada uma de um lado do estádio, cantando suas paixões, era coisa que não acontecia há anos!
Ah, e teve o futebol apresentado pelas equipes. Mas esse, indigno de uma única linha a respeito. Me recuso, como a música da Gal.
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