terça-feira, 7 de abril de 2026

Eduardo Spohr e o Santo Guerreiro – Roma Invicta

Se você gosta de um belo romance histórico, daqueles com muita paixão, intriga e vilões malvados, como os do Ken Follett, ou com batalhas épicas e descrições minuciosas sobre fatos históricos e personagens incríveis, como os do Bernard Cornwell, temos um autor do mesmo nível desses dois gigantes da literatura inglesa! Refiro-me ao carioca Eduardo Spohr, autor da trilogia Santo Guerreiro, um relato histórico crível e verossímil da vida de São Jorge, que certamente poderia ser um dentre os milhares de guerreiros da época da decadência do império Romano.

O primeiro livro, Roma Invicta, começa com a história do cavaleiro pagão Laios Graco. Nascido na Capadócia, fazia parte da tropa de elite do imperador romano Aureliano. Numa campanha para retomar o império de Palmira, Laios conhece Polychronia, uma criada da então imperatriz daquele lugar, e a pede a Aureliano como espólio daquela batalha. Assim, unem-se pai e mãe de Georgios Graco, que nasce consagrado a Marte, deus romano da guerra e que, posteriormente, seria acolhido pelos cristãos como São Jorge. Mas isso é muito, muito tempo depois.

O que Eduardo narra a partir daí é a vida normal de uma criança que se mete em confusões corriqueiras na rotina da sua vida enfadonha, enquanto, em paralelo, ocorrem batalhas memoráveis e grandes transformações no Império. Queda de imperadores, traições, muitos jogos de poder, até que a vida do jovem Georgios muda drasticamente, e ele se vê obrigado a fugir com o escravo Strabo, secretário de seu pai.

Eles travam uma longa viagem até conseguir acessar o imperador Dioclesiano, que reconhece Georgios como filho de Laios, e o apadrinha na Escola de Oficiais do Leste, onde passa por uma espécie de treinamento do BOBE, com muito tapa na cara e “pede pra sair”, como retratado no filme do José Padilha!

Assim é o começo da vida do nosso querido Georgios, que se desenrola no segundo volume da trilogia, Ventos do norte, e culmina no terceiro, O Império do Leste. Mesmo sem lê-los, já aviso: Jorge morre no final!

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