Se você gosta de um belo romance histórico, daqueles com muita paixão, intriga e vilões malvados, como os do Ken Follett, ou com batalhas épicas e descrições minuciosas sobre fatos históricos e personagens incríveis, como os do Bernard Cornwell, temos um autor do mesmo nível desses dois gigantes da literatura inglesa! Refiro-me ao carioca Eduardo Spohr, autor da trilogia Santo Guerreiro, um relato histórico crível e verossímil da vida de São Jorge, que certamente poderia ser um dentre os milhares de guerreiros da época da decadência do império Romano.
O primeiro livro, Roma Invicta, começa com a história do
cavaleiro pagão Laios Graco. Nascido na Capadócia, fazia parte da tropa de
elite do imperador romano Aureliano. Numa campanha para retomar o império de
Palmira, Laios conhece Polychronia, uma criada da então imperatriz daquele
lugar, e a pede a Aureliano como espólio daquela batalha. Assim, unem-se pai e
mãe de Georgios Graco, que nasce consagrado a Marte, deus romano da guerra e que,
posteriormente, seria acolhido pelos cristãos como São Jorge. Mas isso é muito,
muito tempo depois.
O que Eduardo narra a partir daí é a vida normal de uma
criança que se mete em confusões corriqueiras na rotina da sua vida enfadonha,
enquanto, em paralelo, ocorrem batalhas memoráveis e grandes transformações no
Império. Queda de imperadores, traições, muitos jogos de poder, até que a vida
do jovem Georgios muda drasticamente, e ele se vê obrigado a fugir com o
escravo Strabo, secretário de seu pai.
Eles travam uma longa viagem até conseguir acessar o
imperador Dioclesiano, que reconhece Georgios como filho de Laios, e o apadrinha
na Escola de Oficiais do Leste, onde passa por uma espécie de treinamento do
BOBE, com muito tapa na cara e “pede pra sair”, como retratado no filme
do José Padilha!
Assim é o começo da vida do nosso querido Georgios, que se
desenrola no segundo volume da trilogia, Ventos do norte, e culmina no
terceiro, O Império do Leste. Mesmo sem lê-los, já aviso: Jorge morre no final!
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